Viagens de negócios e covid-19: assim está a evoluir a indústria das viagens corporativas


A pandemia provocada pela covid-19 causou uma redução drástica nas viagens de negócios. Nas primeiras fases de confinamento, as viagens corporativas ficaram suspensas em 95% dos casos, se bem que já em junho 73% dos travel managers afirmava que se estavam a realizar as viagens de negócios essenciais na sua empresa.

Com o ano 2020 a ponto de terminar é o momento de rever como está a evoluir a indústria das viagens de negócios relativamente às viagens e à covid-19.

Hoje, analisamos o mercado com duas grandes variáveis: companhias aéreas e hotéis.

Viagens de negócios e covid-19: assim está a evoluir a indústria das viagens corporativas

Recupera-se a procura nas viagens aéreas, assim como em alojamentos hoteleiros.

A pandemia provocada pela covid-19 provocou uma redução drástica nas viagens de negócios. Nas primeiras fases de confinamento, as viagens corporativas ficaram suspensas em 95% dos casos, se bem que já em junho 73% dos travel managers afirmava que se estavam a realizar as viagens de negócios essenciais na sua empresa.

Com o ano 2020 a ponto de terminar é o momento de rever como está a evoluir a indústria das viagens de negócios relativamente às viagens e à covid-19.

Viagens de negócios e covid: recupera-se a procura

As viagens aéreas foram largamente prejudicadas pelas restrições da mobilidade e pelos novos protocolos de segurança adotados por muitas empresas. Não foram poucas as companhias em que a política de viagens corporativas covid-19 priorizava as deslocações em comboio ou inclusive em veículos privados.

O síndrome de cabine nas viagens de negócios existe e, ainda que o sector tenha desenvolvido protocolos e estratégias para viajar de avião com segurança, a procura de viagens aéreas tem-se reduzido desde março.

Não obstante, a procura interna está a recuperar-se e faz-se de maneira mais rápida que o tráfego internacional. Se analisarmos o tráfego global das companhias aéreas concluímos que:

  • O tráfego aéreo global em agosto foi de -78% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, após apresentar uma pequena melhoria em comparação com os números de julho (-81% em comparação com o ano anterior.)
  • A procura interna recupera-se mais rapidamente que a internacional. Situando-se em -51% em agosto.
  • O tráfego internacional foi reduzido em 88%.

Por países, destacam-se a recuperação da Rússia, que apresenta o avanço mais sólido, com um crescimento positivo em agosto. Em contrapartida, nos Estados Unidos a procura caiu 69%, segundo a IATA.

Se analisarmos o tráfego aéreo por regiões, o resultado é o seguinte:

  • África: a recuperação foi muito pequena e apresentou uma leve aceleração em agosto.
  • Ásia: a recuperação tem sido constante desde abril e alcançou em agosto -69.2%.
  • Europa: a recuperação acelerou a partir de julho.
  • América Latina: a recuperação está a ser lenta e em agosto contava com um tráfego aéreo de -82.8% em comparação com o ano anterior.
  • Médio Oriente: a procura continua a ser inferior a -90%
  • América do Norte: a recuperação tem sido constante desde maio.

Capacidade das companhias aéreas: reduz-se menos que procura

A redução da procura de viagens aéreas não foi em todos os casos acompanhada da redução da capacidade aérea. Se examinarmos a capacidade das companhias aéreas em Novembro 2020 e a compararmos com janeiro de mesmo ano (com dados OAG – Official Aviation Guide-), encontramos o seguinte:

  • Ásia: mantem a sua capacidade estabelecida em 63%.
  • Europa: acelera a diminuição da capacidade desde agosto.
  • América Latina: acelera a recuperação.
  • Médio Oriente: a capacidade estagnou em torno dos 40% em comparação com o nível de janeiro de 2020.
  • América do Norte: a capacidade flutua ao redor dos 50%.
  • Pacífico Sudoeste: a capacidade avançou lentamente até aos 30%.

Evolução das companhias aéreas depois da Covid-19

É claro que esta situação provocou perdas pesadas para as companhias aéreas. Só nos Estados Unidos há quedas de até 75% nas receitas do terceiro quadrimestre, se considerarmos a taxa anual.

Na Europa os números são ainda piores: o mercado das companhias aéreas no seu conjunto caiu 83.8% no segundo trimestre de 2020. A percentagem supera, por exemplo, IAG, que retrocedeu 89.6% relativamente ao período homólogo do ano anterior.

Como consequência destas pressões financeiras (às que se somam o término das ajudas estatais), as companhias aéreas estão a cortar postos de trabalho: oito companhias aéreas europeias anunciaram que prescindiram de 22% dos seus funcionários, o que pressupõe até 300.000 postos de trabalho perdidos.

Contrariamente a este cenário, encontramos as companhias aéreas asiáticas: poucos delas estão a reduzir empregos.

Melhoria na procura hoteleira

No que respeita aos números que apresenta o sector hoteleiro, encontra-se uma melhoria na procura. A aposta nos hotéis seguros é uma das chaves para o regresso às viagens de negócios e, se analisarmos as taxas de ocupação segundo as regiões internacionais encontramos tendências animadoras:

  • África: mantêm-se uma notável melhora em agosto.
  • Ásia: a ocupação continua a melhorar lentamente.
  • Europa: os seus melhores números foram no mês de agosto, mas setembro voltou a superar os -50%.
  • América Latina: continua a recuperação.
  • Médio Oriente: quebras de ocupação até ao nível de maio de 2020.
  • Estados Unidos: continua a lenta recuperação da ocupação, mas é a zona com melhores números.

Relativamente às taxas médias dos hotéis, as conclusões são as seguintes:

  • África: as tarifas diárias médias têm sido positivas a partir de setembro.
  • Ásia: continua a recuperação constante da situação.
  • Europa: a situação reverteu-se drasticamente em setembro passando de -13% de agosto para -27.2%.
  • América Latina: apresenta uma lenta melhoria.
  • Médio Oriente: julho e setembro melhoraram os números anteriores.
  • Estados Unidos: a recuperação das tarifas médias continua estagnada.

Analisamos de forma constante o mercado para oferecer o melhor aconselhamento personalizado nas viagens corporativas. A nossa equipa de consultores está à sua disposição para garantir informação personalizada que permita viajar de forma segura e com o máximo de retorno do seu investimento.