Nómadas digitais: uma nova relação entre viagens e trabalho


A pandemia desenvolveu um novo conceito de viagem profissional.

Os nómadas digitais estão na moda. Também chamados «nomad», trata-se de profissionais que trabalham remotamente desde qualquer lugar do mundo: só necessitam de um computador portátil, uma conexão à internet e vontade de viver a viajar com o trabalho na mala.

Segundo dados recolhidos pela Escola Nómada Digital, em 2035 haverá mil milhões de nómadas digitais em todo o mundo. E isto significa que um em cada oito profissionais trabalhará em qualquer lugar do globo. Assim, 64% dos profissionais dos Estados Unidos são já independentes e praticam não só o teletrabalho, mas também este estilo de vida que consistem em trabalhar viajando.

Nómadas digitais: um novo segmento viajante

A pandemia da covid-19 mudou quase tudo e afetou especialmente as relações laborais e as rotinas dos profissionais: adeus aos escritórios cheios de empregados, olá ao teletrabalho.

E ainda que as viagens de negócios tenham diminuído como consequência das restrições, está a desenvolver-se um novo conceito de viagem profissional: aquele que nos leva a procurar um lugar onde trabalhar diferente do nosso lugar de residência, que nos permite desenvolver os nossos trabalhos profissionais e ao mesmo tempo desfrutar de destinos com maior qualidade de vida e novas experiências.

É precisamente uma das grandes alterações que o The Economist analisa, na hora de pensar a evolução da indústria turística como consequência do coronavírus. Em concreto, a publicação menciona o caso das Canárias, destino que está a atrair um bom número de profissionais que mudam o seu lar na cidade por um lugar com maiores atrativos. Nacho Rodríguez, empreendedor turístico que trabalha nas ilhas, explica-o assim: «Vemos un enorme aumento na procura, muitos trabalhadores que estavam a trabalhar em Dublin, Londres, etc., decidiram mudar-se e visitar lugares mais quentes».

É por isso que destinos como Benidorm ou inclusive a Espanha vacinada procura desenvolver estratégias que permitam atrair a teletrabalhadores e nómadas digitais.

Do mesmo modo, muitos hotéis para viajantes de negócios estão a reinventar a sua oferta e a ampliar as suas propostas de valor para oferecer um local de trabalho cómodo e inspirador aos profissionais.

Os destinos estrela dos nómadas digitais

Entre os destinos mais procurados por nómadas digitais destacam.se aqueles que oferecem facilidades a este novo segmento de viajantes profissionais: estadias de até um ano sem requerer um visto, como Tbilisi (na Geórgia) ou condições especiais como as encontradas em Tallinn (Estónia). Além disso, fatores como o custo de vida ou o bom tempo também são grandes atrativos para os teletrabalhadores que desejam trabalhar durante a viagem.

Tarifa é um destino que se tornou moda entre os nómadas digitais que visitam a Espanha; outros locais europeus em expansão para aproveitar a vida do teletrabalho são Lisboa ou Budapeste.

Quem quer cruzar o mundo e viver experiências únicas sem sair do trabalho aposta em lugares como Ho Chi Minh (a capital tecnológica do Vietname) ou Canggu (em Bali, na Indonésia). Medellín, Buenos Aires ou Playa del Carmen são alguns dos destinos que também se reinventaram para atrair os nómadas digitais.

Se gosta da experiência de viajar pelo mundo enquanto trabalha, a pandemia não precisa diminuir o seu ritmo. Na Barceló Viagens ajudamo-lo a organizar sua viagem profissional, com total segurança, para desenvolver sua carreira no lugar do mundo que mais deseja.