Medidas anti-COVID nos aeroportos: muda a experiência de voar pós-pandemia


As companhias aéreas e os aeroportos incorporam mais limpeza, tecnologia para evitar contactos e controlos sanitários para os viajantes.

As medidas anti-COVID nos aeroportos são alguns dos protocolos mais estudados tanto pelo sector do turismo como pelos viajantes e pelas autoridades sanitárias.

Os terminais aéreos são um espaço onde há um fluxo constante de passageiros de todo o mundo e o reforço dos protocolos de segurança é fundamental para assegurar o Duty of Care dos viajantes. É por isso que a experiência de voar está a mudar de uma forma muito notável desde o aparecimento da COVID-19.

Medidas anti-COVID nos aeroportos: mais limpeza, menos contacto

Restaurar a confiança nas viagens é fundamental. É por isso que tanto os aeroportos como as companhias aéreas procederam à revisão dos seus protocolos de saúde e higiene para garantir que as viagens possam ser feitas em segurança e para evitar a possibilidade de contágio.

Mais limpeza e menos contacto são as premissas fundamentais desta nova experiência de viagem no aeroporto, com protagonistas tais como robôs de limpeza, cabines de desinfeção, análises de sangue e check-in sem contacto.

Tecnologia para viagens sem contacto (ou com pouco contacto)

Evitar o contacto físico é uma das chaves para conter a COVID-19. E, para isso, a tecnologia é um aliado fundamental.

Entre as experiências de viagens sem contacto estão as de companhias como a Malaysia Airlines ou a Etihad Airways.

A Malaysia Airlines introduziu opções de check-in e pagamento sem contacto em Maio nos aeroportos da Malásia, Tailândia, Filipinas, Indonésia e Japão, onde opera.

Por seu lado, a Etihad Airways está a testar áreas de rastreio de saúde sem contacto que podem medir a temperatura, o ritmo cardíaco e o ritmo respiratório de um passageiro. No caso de um passageiro apresentar potenciais sintomas de doença, o processo automático de check-in de autoserviço ou o processo de entrega de bagagem serão suspensos. O pessoal do aeroporto será então notificado que irá fazer avaliações adicionais.

Quanto aos aeroportos, a tecnologia biométrica está a ser melhorada para minimizar o contacto. Aeroportos como Beijing Capital, Hamad (no Qatar) ou Kuala Lumpur estão a operar com este serviço. Além disso, em julho, o Aeroporto de Singapura Changi adicionou também uma opção sem contacto para autorização automática nos seus canais de imigração. Desta forma, a tecnologia de reconhecimento facial e da íris permite que os passageiros estejam relacionados com os respetivos documentos de viagem evitando assim a tradicional digitalização de impressões digitais.

Para além de tudo isto, a utilização de cartões de embarque eletrónicos (que já estavam disponíveis antes da pandemia) está a tornar-se mais generalizada e a evolução da faturação física está a levar a serviços de faturação online ou móvel.

Além disso, estão em ascensão barreiras físicas, desde ecrãs de plástico nos balcões de serviço, salas de check-in ou portões de embarque (no caso da Delta Airlines) até procedimentos de distância social como os da Emirates (com indicadores físicos no chão e em áreas de espera para evitar o contacto entre passageiros).

Controlos de saúde para os viajantes

Muito tem sido escrito sobre a necessidade de garantir que os passageiros que chegam a um destino não sejam positivos na COVID-19. É por isso que as medidas de rastreio sanitário estão a tornar-se mais generalizadas, não só as verificações de temperatura mas até os testes de coronavírus.  O Aeroporto Internacional de Hong Kong já estava a realizar controlos de temperatura antes da pandemia.

Agora muitos aeródromos estão a seguir o exemplo para detetar altas temperaturas nos passageiros antes de embarcarem no avião.  No Canadá, esta prática é agora obrigatória e no Aeroporto Internacional de Doha, o pessoal utiliza capacetes de alta tecnologia (imagem térmica infravermelha, inteligência artificial e realidade aumentada) para medir a temperatura dos viajantes.

No que respeita aos testes anti-COVID, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) reconheceu que esta poderia tornar-se a nova norma à medida que as viagens globais fossem retomadas. Mais uma vez Hong Kong é pioneiro: o seu aeroporto internacional foi um dos primeiros a introduzir este tipo de teste.  Assim, os viajantes que chegam às suas instalações têm de passar um controlo médico no qual é recolhida uma amostra de saliva para o teste rápido.

Mais limpeza nos aeroportos

A limpeza é um dos requisitos que os viajantes consideram prioritário para uma viagem segura. É por isso que os protocolos de desinfeção estão a ser reforçados nos aeroportos.

No Aeroporto Internacional de Hong Kong existem robôs autónomos que limpam áreas públicas com luz ultravioleta inteligente e esterilizadores de ar.  Está também a ser testada uma máquina de desinfeção de corpo inteiro que poderia ser utilizada para remover germes dos passageiros. Singapura duplicou a frequência de limpeza dos seus terminais e alterou a formulação dos seus desinfetantes para garantir a destruição das bactérias.

Estas são algumas das propostas que já estão a ser apresentadas para garantir a segurança e relançar o turismo, um sector chave para a economia internacional que, se não for recuperado, poderá perder até 200 milhões de postos de trabalho até ao final de 2020.